EFESantiago do Chile

O índice de positivos para covid-19 do total de testes PCR realizados no Chile superou nesta terça-feira a barreira de 3% pela primeira vez em três meses, enquanto o país atravessa alta no contágio, apesar da alta taxa de vacinação entre a população.

De acordo com informações divulgadas pela subsecretaria de Saúde Pública do Chile, Paula Daza, o índice de positividade das últimas 24 horas foi de 3,06%. Na região metropolitana de Santiago, onde vivem oito dos 19 milhões de habitantes do país, a taxa foi de 3%.

"Nos piores momentos da pandemia, tínhamos uma positividade de 40% a 50%. Obviamente, estamos em uma situação que nos preocupa, com uma tendência de alta, mas muito diferente do que aconteceu nos períodos mais difíceis", afirmou Daza.

De acordo com o balanço apresentado nesta terça-feira, foram registrados novos 1.201 casos de covid-19, o que representa o sétimo dia consecutivo com o indicador ficando acima da barreira de 1.000. Além disso, foram contabilizadas seis mortes.

Desde o início da pandemia, foram contabilizados mais de 1,69 milhão de positivos para a doença e 37.691 vítimas do novo coronavírus.

Segundo dados oficiais, o número de casos ativos, ou seja, de pessoas que podem transmitir o patógeno, atualmente, é de cerca de 10 mil. Apesar disso, a situação nos hospitais é considerada controlada, com menos de 500 internados nas UTIs.

Ontem, o presidente chileno, Sebastián Piñera, afirmou que, diante da alta no contágio, o governo pode impor restrições a mais de 1,2 milhões de pessoas no país que ainda não foram vacinadas contra a covid-19.

Até o momento, 89,5% da população, o que representa 15,2 milhões de pessoas, completaram o esquema de imunização contra a doença. Já foram aplicadas no país, além disso, 5 milhões de doses de reforço, e 75% dos menores com idades de seis a 17 anos já receberam a aplicação inicial. EFE