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Os Prêmios Internacionais Rei da Espanha de Jornalismo abrem nesta quarta-feira seu processo de inscrição de trabalhos para uma edição renovada e mais disputada, com número de categorias reduzido para seis e com 10 mil euros (R$ 61,7 mil) em premiação, no patamar do Pulitzer.

Criado pela Agência Efe e pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid), o prêmio reconhece o trabalho informativo dos jornalistas de língua espanhola e portuguesa dos países que integram a Comunidade Ibero-americana de Nações, da qual o Brasil faz parte, e outros que não a compõem, mas com os quais a Espanha mantém vínculos da natureza histórica e relações culturais.

"A Agência Efe trouxe uma mudança no nome e na estrutura dos prêmios mais prestigiados que concedemos em 39 anos", disse Gabriela Cañas, presidente da agência internacional de notícias espanhola.

Em vez das dez categorias premiadas nas edições anteriores, a nova edição contará com seis, como "uma aposta decidida pelo valor do jornalismo, independente da mídia em que se manifeste, garantiu a presidente da Efe.

O objetivo da agência e da Aecid é "dar um novo impulso" aos prêmios, que "visam se consolidar no tempo como uma nova marca, com vocação de permanência", conforme explicou Cañas.

VALORES NAS NOVAS CATEGORIAS.

Entre as seis categorias desta renovada edição está o Prêmio Internacional Rei da Espanha de Jornalismo Narrativo, que será concedido para a melhor história contada em formato de texto, digital, vídeo ou áudio que contribua para o direito à informação dos cidadãos e estimule o interesse geral pelo conhecimento.

Também será entregue o Prêmio de Jornalismo de Cooperação Internacional e Ação Humanitária para o trabalho, de qualquer mídia, que contribua para a difusão dos valores relacionados com educação ou esporte, que ajude a criar sociedades mais justas, coesas e melhorar a vida das pessoas.

Já o Prêmio de Jornalismo Ambiental será concedido ao responsável pelo melhor trabalho que contribua para a comunicação de comportamentos e modelos de desenvolvimento sustentável, assim como uma maior cultura socioambiental.

Além disso, será entregue o Prêmio de Jornalismo Cultural ao trabalho que melhor contribua para difundir valores relacionados com a cultura ou a arte, com objetivo de criar sociedades mais informadas. Esta categoria ainda busca reconhecer ações que fomentem o pensamento criativo e crítico das pessoas.

Já o Prêmio de Fotografia será concedido ao responsável pela melhor imagem ou reportagem gráfica por seu enfoque particular e por explorar todas as possibilidades dessa mídia.

As seis categorias são completadas com o Prêmio Internacional de Jornalismo ao Meio de Comunicação da Ibero-américa, destinado a dar visibilidade ao trabalho informativo dos veículos de comunicação que publicam em língua espanhola ou portuguesa.

IMPRENSA LIVRE E COOPERAÇÃO.

"Para a Aecid, é um motivo de orgulho entregar esses prêmios, que reúnem os melhores exemplos de jornalismo ibero-americano, jornalismo comprometido em nossos idiomas irmãos, o espanhol e o português", disse Antón Leis, diretor da entidade.

Leis destacou que a nova edição dos Prêmios "reforça o imprescindível vínculo entre imprensa livre e de qualidade e cooperação", materializada no Prêmio de Cooperação Internacional e de Ajuda Humanitária, que "permitirá dar visibilidade ao trabalho dos meios de comunicação em prol de um desenvolvimento sustentável em nossos países parceiros".

"São prêmios que buscam dar visibilidade aos valores e nos princípios de cooperação espanhola", enfatizou.

O período de inscrições de trabalhos foi aberto nesta quarta-feira, e será possível apresentar candidaturas até 15 de dezembro. O júri se reunirá de forma virtual para determinar os vencedores e será composto por um representante da Agência Efe e outro da Aecid, além de cinco profissionais de reconhecido prestígio no âmbito pan-ibérico.

Ao todo, profissionais de 22 países podem concorrer aos Prêmios: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, Porto Rico, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, além de Angola, Cabo Verde, Estados Unidos, Filipinas, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Israel, Marrocos, Moçambique, Andorra, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Desde sua criação, os prêmios foram entregues pelos reis da Espanha, primeiro os atuais eméritos Juan Carlos I e Sofia, e posteriormente por Felipe VI e Letícia.

Entre os nomes mais notórios que figuram na lista de vencedores dos Prêmios Rei da Espanha estão o escritor peruano Mario Vargas Llosa, Prêmio Nobel de Literatura, e o espanhol Arturo Pérez Reverte.