EFEJerusalém

Israel começará na noite desta sexta-feira a celebrar o Pessach, a Páscoa judaica, que lembra a saída dos judeus do Egito após se libertarem da escravidão.

"Todos os anos, na mesa do 'seder' (jantar ritual), fico profundamente comovido. Pessach toca as raízes da nossa identidade nacional. Há milhares de anos levantamos a bandeira da liberdade. Passamos da escravidão à liberdade, da subjugação à independência", declarou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre a comemoração.

O seder dará início a uma semana festiva em Israel para uma das celebrações mais importantes do ano, na qual grande parte da população não consome produtos feitos com farinha fermentada, incluindo pão e cerveja.

Muitas famílias, sobretudo religiosas, passaram os últimos dias limpando suas casas de fermentos, que alguns descartam ou queimam, e outros vendem a não judeus.

Boa parte dos comércios locais também esvaziam estoques de produtos fermentados e elaboram um alimento à base de farinha e água chamado "matzá", uma maneira de lembrar a apressada saída dos judeus do Egito, sem tempo para assar os pães.

O jantar cerimonial de hoje segue várias tradições como uma lavagem de mãos de maneira ritual, o consumo de quatro taças de vinho e a leitura da Hagadá, livro que resume o relato bíblico do êxodo dos judeus do Egito há 3.500 anos, após mais de dois séculos como escravos, e os 40 anos que levaram para atravessar o deserto até chegarem à terra prometida.

"A importância de lembrar esta história e transmiti-la de geração em geração se dá porque a história do êxodo do Egito é a história da criação da nação judaica", explicou à Agência Efe o rabino Dov Halbertal, que enfatizou que, por isso, todos os judeus de Israel, desde os mais religiosos até os mais laicos, celebram o Pessach.

Um estudo recente do Instituto da Democracia Israelense estimou que mais de dois terços dos judeus respeitam a proibição de comer produtos com fermento. Alguns mais religiosos, sobretudo os asquenazes (oriundos da Europa central e oriental), se privam inclusive de comer arroz, milho e alguns legumes.

"Esta festa é menos religiosa e mais tradicional, com um elemento folclórico, por isso há israelenses que aproveitam os dias livres para viajar e celebrar onde estiverem", acrescentou o rabino sobre os enormes jantares do Pessach, que ano a ano são organizados em diferentes partes do mundo. EFE

pd/cs/id

(foto) (vídeo)