EFEWashington

A atriz Jane Fonda, de 81 anos, é mundialmente famosa por filmes como "Barbarella" e "Amargo Regresso", mas recentemente se tornou notícia pelas prisões às sextas-feiras, quando protesta em Washington, capital dos Estados Unidos, pela preservação do planeta.

"Não há luta mais importante que a contra a mudança climática. Mas, além disso, o resto das lutas está ligada a esta. Quer tratemos da desigualdade econômica, da violência sexual, da injustiça alimentar ou da imigração. Seja o que for, vai piorar se não conseguirmos inverter os danos causados à atmosfera pelos combustíveis fósseis", disse a estrela de Hollywood, em entrevista exclusiva à Agência Efe.

No início de outubro, Fonda revelou em entrevista ao jornal "The Washington Post", que participaria pelas 14 sextas-feiras seguintes de protestos, já que estava na capital para participar das gravações da série "Grace and Frankie", que é exibida na plataforma Netflix, e disse na época que não descartava ser presa por isso, o que de fato, vem acontecendo durante cada ato.

"A razão pela qual não conseguimos obrigar os governantes eleitos a fazerem mais, é porque muitos deles recebem dinheiro da indústria dos combustíveis ou têm medo dela. Temos que dizer que não votaremos em ninguém, presidente, vice-presidente ou prefeito, que receba dinheiro da indústria de combustíveis", bradou a atriz.

Sobre as constantes detenções em Washington, Fonda não escondeu achar graça na situação, devido a reação dos agentes das forças de segurança locais, ao terem que levá-la em custódia.

"É engraçado lidar com a polícia aqui, porque nunca tiveram que prender uma persona famosa, uma, duas, três ou quatro vezes. Não sabem o que fazer. Meu advogado disse que, se me prenderem mais uma vez e uma próxima, terei que passar três meses na prisão. Isso não pode acontecer, porque tenho um contrato com a série 'Grace and Frankie'", brincou a estrela. EFE

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