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Um Tribunal de Primeira Instância de Marrakech, no sul do Marrocos, condenou 32 mulheres a dois meses de prisão, mas com isenção de cumprimento, por prostituição e participação em uma orgia coletiva em companhia de um cantor famoso dos Emirados Árabes Unidos.

Segundo informou nesta terça-feira o jornal "Akhbar al Youm", outros cinco marroquinos foram condenados no mesmo caso por penas que oscilam entre seis meses e quatro anos de prisão por "tráfico de pessoas" e preparação de um lugar para a depravação.

O fato aconteceu em setembro de 2018, quando a polícia entrou em uma mansão de Marrakech e deteve as prostitutas e o cantor Eida al Menhali, que estava acompanhado por outros 12 turistas do Golfo Pérsico, a maioria deles emiratenses.

O cantor e todos os turistas foram libertados pouco depois de sua detenção após serem ouvidos pela Polícia Judicial, e puderam retornar a seus países sem maiores problemas, ressaltou a publicação.

Uma "fonte jurídica" disse ao jornal que lhe causou estranheza o fato de a Justiça julgar as prostitutas marroquinas e perdoar seus clientes, assim como o proprietário da mansão.

Marrakech, uma das principais cidades turísticas do continente africano, é conhecida pela atividade das redes de prostituição feminina e masculina, que têm como principais clientes árabes do Golfo e europeus.

O fenômeno é tão conhecido que deu lugar em 2015 a um filme do diretor Nabil Ayouch intitulado "Much Loved", ambientado em Marrakech e protagonizado por marroquinos, mas cuja divulgação foi proibida no país norte-africano por sua linguagem e cenas consideradas explícitas demais.