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Autoridades do Marrocos prenderam nesta sexta-feira cerca de mil pessoas subsaarianas que se aproximavam de Melilla para tentar cruzar a fronteira rumo à cidade espanhola no norte da África, durante uma operação policial na qual dezenas de agentes e migrantes ficaram feridos.

Segundo fontes dos serviços de segurança, muitos dos migrantes presos na tentativa de entrar em Melilla são de nacionalidade sudanesa e procediam de florestas próximas onde estavam nos últimos dias para realizar uma entrada maciça na cidade espanhola.

A Delegação do Governo espanhol em Melilla informou que quase 2 mil migrantes tentaram atravessar a vedação que separa o Marrocos da cidade espanhola nesta sexta-feira e pelo menos 130 deles conseguiram.

Fontes marroquinas explicaram que "apenas um pequeno número" de migrantes conseguiram escapar das autoridades e se esconder nas florestas marroquinas na fronteira com Melilla.

As autoridades do país do Magrebe vinham antecipando este ataque há mais de uma semana, após centenas de migrantes subsaarianos se reunirem em montanhas de difícil acesso na região de Bini Buiafrur, localizada na província marroquina de Nador, cerca de 20 quilômetros a oeste de Melilla.

Os serviços de segurança marroquinos realizaram duas intervenções, na quinta-feira e no sábado passado, para interromper estes preparativos, que envolveram centenas de migrantes subsaarianos que pretendiam atravessar para a Espanha a partir de Bini Buiafrur.

Durante estas operações, cerca de 200 agentes marroquinos ficaram feridos em confrontos com estes migrantes, que, sendo de maioria sudanesa, conseguem obter a cooperação da população local devido ao fator do idioma e da religião.

Habitualmente, os serviços de segurança submetem os migrantes interceptados nas fronteiras com Ceuta e Melilla e nas costas do país a interrogatórios de rotina, procedimento que normalmente termina após alguns dias com a sua transferência para cidades no centro do país. EFE