EFENova York

A vacina contra a Covid-19 da Moderna demonstrou uma eficácia de 96% em testes clínicos com crianças e adolescentes de 12 a 17 anos, segundo anunciou nesta quinta-feira a empresa americana.

De acordo com Moderna, a vacina foi geralmente bem tolerada e não gerou, até agora, quaisquer preocupações sérias de segurança, com efeitos colaterais semelhantes aos relatados em adultos, incluindo dores de cabeça, fadiga e calafrios.

Os dados baseiam-se em um estudo inicial com mais de 3.000 participantes nos Estados Unidos que receberam pelo menos uma dose da vacina.

Até agora, a vacina da Moderna está licenciada para maiores de 18 anos, enquanto a vacina da Pfizer/BioNTech, produzida com tecnologia semelhante, pode ser utilizada a partir dos 16 anos atualmente, enquanto espera-se que seja aprovada em breve nos EUA para crianças com mais de 12 anos.

A Pfizer anunciou esta semana que também planeja obter aprovação de emergência para sua vacina em crianças de 2 a 11 anos em setembro e para as de 6 meses a 2 anos em novembro.

Embora não tenha estabelecido uma linha temporal, a Moderna também tem um estudo de fase 2 em curso com crianças de 6 meses a 11 anos.

A empresa de biotecnologia também anunciou que planeja pedir este mês nos EUA a aprovação total da sua vacina, que até agora tem sido utilizada sob uma autorização de emergência, o que lhe permitiria começar a vendê-la diretamente e não apenas através do governo.

A Moderna, que divulgou hoje seus resultados trimestrais, ganhou US$ 1,7 bilhão entre janeiro e março graças às vendas da sua vacina contra a Covid-19, o que lhe permitiu fechar o primeiro trimestre do ano com um lucro de US$ 1,2 bilhão, o primeiro lucro líquido da sua história.

Na quarta-feira, a empresa já havia anunciado que a dose de reforço que está testando para combater as variantes de vírus do Brasil e da África do Sul mostrou resultados promissores, uma vez que aumenta a presença de anticorpos que neutralizam esses vírus mutantes.

Além disso, anunciou que uma dose de reforço de outra vacina que desenvolveu, chamada mRNA-1273.351, gerou uma resposta imunológica ainda melhor do que a sua atual vacina contra a variante sul-africana.

Durante a apresentação dos resultados, o CEO da Moderna, Stéphane Bancel, previu que novas variantes do vírus continuarão a surgir nos próximos meses, à medida que o inverno chega ao hemisfério sul.

"Acreditamos que serão necessárias vacinas de reforço porque pensamos que o vírus não vai desaparecer", destacou Bancel.