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O presidente da Federação Venezuelana de Futebol (FVF), Jesús Berardinelli, que havia sido detido no último dia 21 acusado de desvio de verba pública, morreu nesta quarta-feira em Caracas, segundo informações divulgadas pelea entidade esportiva.

Barardinelli, de 61 anos, sofreu um desmaio seguido de insuficiência respiratória algumas horas após ter sido detido, pelo que foi internado sob vigilância de agentes de segurança na UTI de um hospital da capital da Venezuela.

"Cumprimos o doloroso dever de informar que hoje faleceu o engenheiro Jesús Berardinelli, que foi presidente da FVF. À sua família e amigos, enviamos nossa sincera palavra de tristeza por uma perda tão dolorosa que faz chorar o futebol nacional", escreveu a federação no Twitter.

A causa da morte não foi divulgada pela FVF, mas sabe-se que Berardinelli sofria de diabetes, hipertensão e problemas renais.

A notícia gerou solidariedade imediata de clubes profissionais e algumas figuras esportivas venezuelanas, assim como a Conmebol, que afirmou lamentar profundamente a morte do dirigente. "Enviamos as nossas mais profundas condolências à sua família, assim como aos amigos e colegas da FVF", escreveu a confederação continental.

ACUSADO DE VÁRIOS CRIMES.

Berardinelli foi preso em 21 de julho sob acusação de desvio de dinheiro público, falsificação de documentos e difamação contra o ex-técnico da seleção da Venezuela e do Atlético-MG Rafael Dudamel, de acordo com a imprensa local.

Na época, a Procuradoria Geral da Venezuela não havia respondido a um pedido de informações da Agência Efe sobre o caso nem havia anunciado a emissão de um mandado de prisão contra o dirigente.

Entretanto, a Controladoria Geral de Contas (CGR) havia anunciado dias antes a abertura de uma investigação contra o presidente da FVF enquanto solicitava à Superintendência de Instituições do Setor Bancário Venezuelano (Sudeban) que suspendesse as transações bancárias relacionadas com ele.

A CGR informou então que Berardinelli estava sob investigação por supostas irregularidades cometidas no exercício de suas funções como primeiro vice-presidente da FVF, cargo que ocupou até março, quando assumiu a presidência.

A federação então respondeu com uma nota na qual advertia que nenhum dirigente estava tratando das finanças da entidade, então sob os cuidados de funcionários definidos pela entidade como "altamente qualificados".