EFEGenebra

O plano de resposta da Organização Mundial da Saúde (OMS) contra a epidemia de Covid-19, para o qual a entidade pediu US$ 675 bilhões à comunidade internacional, não está recebendo o apoio esperado, lamentou o diretor-geral, Tedros Adhanom.

"Levando em conta a urgência e que estamos combatendo um inimigo muito perigoso, estamos surpresos que a resposta não tenha sido a esperada, por isso pedimos à comunidade internacional que a leve muito a sério", disse o médico etíope na entrevista coletiva diária da OMS sobre a epidemia.

"Graças às medidas tomadas pela China, o número de pessoas afetadas no resto do mundo continua baixo, mas isso não significa que será sempre assim, e temos que aproveitar o momento atual, quando o vírus ainda é controlável. Se não agirmos agora, poderemos enfrentar um problema sério", acrescentou.

No dia 5 de fevereiro, a OMS fez um apelo internacional de US$ 675 milhões para financiar as operações em resposta à epidemia e financiar sistemas de prevenção do coronavírus em países com sistemas de saúde mais vulneráveis.

Segundo os números mais recentes da OMS, 74.675 casos de Covid-19 foram relatados até agora na China, dos quais 2.121 causaram morte, e 1.076 em 26 outros países, onde houve sete mortes.

Entre os novos casos estão os do Irã, que até agora não havia relatado nenhum caso, mas nas últimas 24 horas registrou cinco, incluindo duas mortes.

Adhanom também revelou que a equipe da OMS que trabalha na China desde a semana passada para investigar a origem do problema é composta por especialistas de centros de pesquisa sediados na Rússia, Estados Unidos, Singapura, Japão, Coreia do Sul, Nigéria e Alemanha.

O dirigente também anunciou que desde ontem, quarta-feira, será realizado semanalmente um chamado Conselho de Segurança Sanitária da OMS, no qual ele e os diretores regionais da organização se reunirão para rever a evolução da epidemia e coordenar uma resposta.

A OMS aguarda dentro de três semanas os resultados dos testes clínicos de dois tratamentos para doentes com Covid-19 que estão sendo realizados por centros de pesquisa chineses.