EFEBeirute

Aviões de combate russos, aliados do presidente da Síria, Bashar al Assad, realizaram ao menos 25 bombardeios desde o início da manhã desta sexta-feira no oeste da província de Aleppo, cansando a morte de duas crianças e deixando pelo menos sete pessoas feridas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Segundo a ONG, os aviões russos "continuam os seus ataques aéreos intensos contra o oeste de Aleppo" e os bombardeios atingiram pelo menos seis aldeias.

O Observatório acrescentou que os reclusos de uma prisão em Aleppo ocidental fugiram depois que o local foi bombardeado por aviões russos.

Além disso, forças governamentais atacaram "intensamente" diferentes áreas a oeste de Aleppo, acrescentou o Observatório, que ontem relatou a morte de pelo menos oito civis pelo impacto de projéteis supostamente lançados por grupos jihadistas contra a cidade.

A agência de notícias oficial síria, "SANA", indicou que um civil morreu e outros dois ficaram feridos na cidade de Aleppo "como resultado de um ataque com mísseis no bairro de Yameyet al Zaharaa".

Em 12 de janeiro, a Turquia, apoiadora da oposição, anunciou a cessação das hostilidades na província vizinha de Idlib, trégua que negociou com a Rússia, o principal aliado do governo Assad.

Moscou, por sua vez, anunciou um cessar-fogo em 9 de janeiro, também acordado com a Turquia, embora Ancara não tenha confirmado o pacto até três dias depois.

Apesar do cessar-fogo de 12 de janeiro e do estabelecimento de corredores humanitários, a ONU afirmou nesta sexta-feira que os civis continuam a ser bombardeados pelas forças sírias e seus aliados, por um lado, e pelos rebeldes e jihadistas, por outro.

"Embora seja claro que um cessar-fogo deve ser incentivado, este acordo, como outros nos últimos anos, falhou novamente em proteger os civis", disse Michelle Bachelet, alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos.