EFEGenebra

O Conselho de Direitos Humanos da Nações Unidas decidiu nesta quinta-feira aumentar levemente a pressão sobre as Filipinas por causa dos excessos de sua guerra contra as drogas e aprovou uma resolução que encarrega a alta comissária Michelle Bachelet a fazer um acompanhamento da situação e prepare um relatório a respeito.

A iniciativa foi da Islândia, seguida por União Europeia (UE) e países latino-americanos, todos eles preocupados com a continuação das execuções extrajudiciais em operações antidrogas e a impunidade que as cerca.

As Filipinas reagiram com agressividade a esta resolução, que considerou "politicamente motivada" e baseada em informações falsas, antecipando que a ignorará, embora não tenha ventilado a possibilidade de abandonar o Conselho de Direitos Humanos, segundo deu a entender seu delegado.

"Não toleraremos nenhuma forma de falta de respeito ou atos de má fé", ameaçou em comunicado o ministro de Relações Exteriores filipino, Teodoro Locsin, acusando os 18 países que votaram a favor da resolução serem os "piores inimigos" das Filipinas ou "falsos amigos".

Locsin afirmou que a resolução - rejeitada por 14 países, enquanto 15 se abstiveram - não foi "adotada universalmente", por isso que sua validade é "altamente questionável".