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O Palácio de Buckingham divulgou um comunicado nesta terça-feira em que nega as acusações de abuso sexual contra o príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II, veiculadas por alguns veículos de comunicação nos últimos dias.

O Duque de York foi relacionado ao escândalo do amigo pessoal Jeffrey Epstein, acusado de manter uma rede de exploração sexual de menores, que foi encontrado morto na cela que estava detido, no último sábado.

O milionário americano estava preso há pouco mais de um mês, e o julgamento dele estava previsto para acontecer no ano que vem.

Na véspera da morte de Epstein, centenas de documentos sobre o milionário foram tornados públicos pela Justiça. Neles, o príncipe Andrew é mencionado, acusado de tocar os seios de uma jovem, na casa do amigo, em 2001.

"Este é um processo que corre nos Estados Unidos, em que o Duque de York não faz parte. Qualquer insinuação é categoricamente falsa", afirma o comunicado emitido pelo Palácio de Buckingham.

Príncipe Andrew e Epstein se conheceram nos anos 90, através de uma amiga em comum chamada Ghislaine Maxwell, filha de Robert Maxwell, um bem-sucedido empresário de mídia.

O integrante da Família Real e o empresário americano passaram férias juntos algumas vezes, inclusive, o Duque de York convidou Epstein para passaram juntos um período no Castelo de Windsor.

Depois que o empresário foi julgado em 2008 e condenado a 18 meses de prisão em 2010, os dois foram fotografados juntos em Nova York, o que obrigou o príncipe a pedir desculpas públicas e a renunciar ao cargo de representante do Reino Unido para o comércio exterior.