EFEAssunção

O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benitez, pediu nesta quinta-feira um maior compromisso da população do país para evitar a propagação do coronavírus com a proximidade da reabertura do principal posto de fronteira com o Brasil, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, depois de seis meses de fechamento e ainda pendente de uma reativação provisória.

"Hoje exigimos maior comprometimento de todos porque precisamos reativar nossa economia, nosso trabalho, nossa qualidade de vida", declarou Benítez durante a inauguração de um hospital no departamento de San Pedro.

O governo anunciou nesta semana a reabertura da Ponte da Amizade, que liga Ciudad del Este, a segunda maior cidade do Paraguai, e seu centro comercial, com Foz do Iguaçu, no araná, por um período inicial de três semanas. Falta apenas uma comunicação oficial entre Benítez e o presidente Jair Bolsonaro, o que deve acontecer nos próximos dias.

O chefe de governo do Paraguai insistiu que a medida, um primeiro passo para a revitalização econômica do departamento de Alto Paraná, que depende do comércio com o Brasil, deve ser acompanhada da responsabilidade da população.

"Em breve anunciaremos a data e a hora com o Presidente Bolsonaro para a reabertura da Ponte (da Amizade), e no dia em que anunciamos vi com tristeza como em Ciudad del Este as pessoas voltaram a sair de forma irresponsável", criticou.

Benítez salientou a necessidade de respeitar os protocolos de saúde para uma reativação ordenada da economia e advertiu que um revés no retorno não será devido à ação do ministro da Saúde ou do presidente, mas do próprio vírus em si.

A reabertura da fronteira em Ciudad de Este, capital do Alto Paraná, foi decidida pelo governo paraguaio após protestos de associações empresariais e trabalhadores informais na região. O governo concordou com a decisão em resposta ao declínio no número de casos no departamento, um dos mais afetados pelo coronavírus no país vizinho.

Entretanto, a transmissão permanece elevada no Departamento Central, o mais populoso, e em Assunção, áreas onde o maior número de mortes diárias tem sido relatado nas últimas semanas. O Paraguai teve até agora 35.571 casos de infecção pelo vírus SARS-CoV-2, 14.997 deles ainda ativos, com 727 mortes. EFE

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