EFEAssunção

O número de mortes por dengue no Paraguai aumentou para 20 somente este ano, quatro a mais do que as confirmadas há uma semana, enquanto outras 97 estão sendo investigadas para determinar se foram causadas pela doença, anunciou nesta sexta-feira o Ministério da Saúde do país.

Desde o início do ano foram confirmados 5.766 casos de dengue no Paraguai, com 78% provenientes de Assunção, sua região metropolitana e do Departamento Central, áreas que concentram a maior população do país.

O período também deixou um total de 106.217 notificações de casos suspeitos.

O ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, disse durante a apresentação do último relatório, na sede do Ministério, que metade dos mortos tinha mais de 60 anos de idade.

Ele acrescentou que o sorotipo predominante na epidemia atual é o DEN-4, o mais leve.

A atual epidemia de dengue no Paraguai, a mais grave dos últimos anos, afetou até o presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, e sua esposa Silvana López Moreira, que já se recuperaram.

De acordo com a mídia paraguaia, cidadãos estão reclamando do tempo de demora para serem atendidos nas clínicas médicas.

Os sindicatos educacionais também alertaram nesta semana que as aulas para alunos dos ensinos fundamental e médio, que começaram hoje, serão condicionadas pela dengue, pois muitos professores da Grande Assunção estão em licença médica por causa dessa doença.

No último relatório sobre números de dengue, o Serviço Nacional de Erradicação da Malária (Senepa) relatou que 95% das casas visitadas durante o trabalho de limpeza têm focos de dengue.

O governo insiste na conscientização dos cidadãos por meio de canais de rádio e mídia social, para alertar sobre o perigo do mosquito vetor e pedindo a limpeza para evitar a propagação de focos nas residências.