EFEPorto (Portugal)

Com a derrota para a Grécia na final da Eurocopa de 2004, em Lisboa, ainda na lembrança, Portugal conquistou neste domingo o título da primeira edição da Liga das Nações ao vencer a Holanda por 1 a 0 também em casa, no Estádio do Dragão, no Porto.

Na Euro de 2004, sob o comando do técnico Luiz Felipe Scolari, os lusitanos sentiram o peso do favoritismo diante de sua torcida e perderam justamente pelo placar mínimo. Desta vez, a pressão era menor, já que três anos atrás Cristiano Ronaldo e companhia se sagraram campeões continentais contra a França no território da adversária.

Com Cristiano muito vigiado, quem decidiu para a equipe dirigida pelo técnico Fernando Santos foi Gonçalo Guedes, jogador do Valencia, que balançou a rede no primeiro terço do segundo tempo.

Para a Holanda, que não é campeã desde a Eurocopa de 1988, o vice-campeonato do novo torneio entre países da Uefa representa um resgate. A vice-campeã mundial de 1974, 1978 e 2010 havia ficado fora dos dois últimos torneios, a Euro de 2016 e a Copa do Mundo do ano passado.

Portugal teve o desfalque do zagueiro Pepe, que na semifinal sofreu uma fratura da escápula, um osso da parte superior do tórax, e hoje deu lugar a José Fonte. Outras duas mudanças em relação à vitória sobre a Suíça foram o retorno de Danilo Pereira, que ganhou a posição de Rúben Neves, e a entrada de Gonçalo Guedes em lugar do novato João Félix. Na Holanda, Ronald Koeman repetiu a escalação do triunfo da última quinta, sobre a Inglaterra.

O jogo começou com pressão da seleção anfitriã, que passava a maior parte do tempo no campo de ataque, mas sem finalizar com perigo. Aos 11 minutos do primeiro tempo, Bruno Fernandes chutou sem muita força, e o goleiro Cillessen segurou.

Bruno Fernandes, que se destacou com a camisa do Sporting, era quem mais incomodava. Aos 29, o meio-campista recebeu de Semedo e encheu o pé, mas Cillessen fez mais uma boa defesa. Aos 36, o camisa 16 tentou mais uma vez, mas foi bloqueado e ficou com o escanteio.

Bem marcado, Cristiano Ronaldo só chutou uma vez a gol nos primeiros 45 minutos. Aos 40, em sua jogada característica, levou da esquerda para o meio e finalizou para outra defesa firme do arqueiro do Barcelona.

A Holanda voltou do intervalo se soltando mais e deu trabalho a Rui Patrício aos 11 minutos da segunda etapa. Depay foi ao fundo e tocou para trás, a bola desviou na defesa e tomou o caminho do gol, mas o arqueiro do Wolverhampton mandou para fora.

O momento parecia favorável aos visitantes, ma quem fez 1 a 0 foi Portugal. Aos 15, Gonçalo Guedes trocou passes com Bernardo Silva e chutou da entrada da área. Cillessen até resvalou, mas não evitou que a bola entrasse.

A resposta foi praticamente imediata, dada aos 19, em cabeceio de Depay, mas Rui Patrício espalmou. Em seguida, aos 23, Promes cruzou buscando o próprio Depay, mas Rúben Dias fez corte providencial.

Apesar da pressão da Holanda, a campeã da última Eurocopa não permitia que sua área fosse invadida. De Roon então arriscou de fora, aos 33, e tirou tinta da trave. Bruno Fernandes respondeu um minuto depois na mesma moeda, mas Cillessen pegou em dois tempos.

Nos instantes finais, a 'Oranje' partiu para cima com o zagueiro Van Dijk como centroavante, mas não deu certo. Aos 45, o jogador do Liverpool roubou a bola na direita de ataque, Depay levantou e Luuk De Jong tentou de bicicleta, mas errou. Na sobra, houve o chuveirinho, e Rui Patrício segurou.

Ficha técnica:.

Portugal: Rui Patrício; Semedo, José Fonte, Rúben Dias e Raphael Guerreiro; William Carvalho (Rúben Neves), Danilo Pereira e Bruno Fernandes (João Moutinho); Bernardo Silva, Gonçalo Guedes (Rafa Silva) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Fernando Santos.

Holanda: Cillessen; Dumfries, Van Dijk, De Ligt e Blind; Frenkie De Jong, De Roon (Luuk De Jong) e Wijnaldum; Bergwijn (Van de Beek), Babel (Promes) e Depay. Técnico: Ronald Koeman.

Árbitro: Alberto Undiano Mallenco (Espanha), auxiliado pelos compatriotas Roberto Alonso e Juan Carlos Yuste.

Cartão amarelo: Dumfries (Holanda).

Gol: Gonçalo Guedes (Portugal).

Estádio do Dragão, no Porto (Portugal). EFE

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