EFETóquio

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, garantiu nesta quarta-feira que a decisão sobre a realização dos Jogos Olímpicos de Tóquio não é apenas do governo e da sociedade do país, mas também do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Organizador Local.

"Estamos realizando os preparativos colaborando com o COI, o governo de Tóquio e o comitê organizador", explicou o mandatário, durante uma audiência no Parlamento do país.

Suga foi questionado sobre os critérios do Executivo japonês para seguir adiante com a realização dos Jogos, programados para acontecer entre 23 de julho e 9 de agosto deste ano.

O premiê explicou que a prioridade atual do governo é "fazer todos os esforços para poder superar a pandemia" e garantiu que, alcançar esse objetivo, será "extremamente importante para celebrar Jogos seguros.

Suga disse que estão sendo estudadas medidas concretas, junto com o governo de Tóquio, COI e Comitê Local, para que o evento poliesportivo transcorra sem problemas.

Na mesma audiência no Parlamento, a ministra do Japão para os Jogos Olímpicos, Seiko Hashimoto, afirmou hoje que, a partir de março, deve ser definido se as competições terão público nas arquibancadas.

Além disso, a titular da pasta especialmente criada para o evento, também lembrou que ainda resta definir, junto com o governo de Tóquio, se será permitida a chegada de visitantes estrangeiros para acompanhar as disputas.

Desde o fim do mês passado, o Japão fechou as fronteiras para evitar a propagação do novo coronavírus.

As declarações das autoridades acontecem no mesmo dia em que haverá uma reunião da Comissão Executiva do COI, comandada pelo presidente da entidade, o alemão Thomas Bach.

A expectativa é que o encontro reitere a mensagem em favor da realização dos Jogos, dentro da programação estipulada, depois da difusão de informações que apontaram para uma suposta decisão do governo do Japão, de cancelar o evento.