EFETóquio

O presidente do Comitê Olímpico do Japão, Tsunezaku Takeda, expressou a intenção de renunciar ao cargo após ter se tornado alvo de investigações da justiça da França, informou neste sábado agência "Kyodo".

É possível que Takeda anuncie a renúncia na próxima terça-feira, durante uma reunião do conselho do Comitê, segundo detalhou a agência citando uma pessoa próxima ao presidente da entidade.

Takeda, de 71 anos, preside o Comitê desde 2001 e está sendo investigado pela justiça francesa devido ao suposto envolvimento em um esquema de compra de votos para a escolha das sedes dos Jogos Olímpicos.

Desde a sexta-feira jornais locais consideram a renúncia "inevitável", e os rumores sobre a saída do dirigente ganharam força nas últimas horas.

Estava previsto que Takeda tentaria a reeleição no cargo em junho. Para isso, o Comite Olímpico do Japão estudava a possibilidade de mudar a regra que estabelece um limite de 70 anos para ser eleito nesse posto.

Takeda, considerado um dos principais responsáveis pela vitória da candidatura de Tóquio para os Jogos de 2020, está sob investigação do Ministério Público francês por "corrupção ativa", devido à suposta compra de votos que levou a Tóquio a superar Madri e Istambul em 2013.

A origem das suspeitas é o pagamento realizado pela candidatura de Tóquio à empresa de consultoria Black Tidings, com sede em Singapura, no valor de 230 milhões de ienes (US$ 2,12 milhões), pouco antes da confirmação da cidade japonesa como sede.

A promotoria francesa acredita que esta transferência oficialmente destinada à elaboração de dois relatórios pôde servir para subornar membros africanos do Comitê Olímpico Internacional (COI) através de tal empresa de olho na votação em Buenos Aires que deu os Jogos à capital japonesa.

Takeda já negou várias vezes ter pago subornos e afirmou que os pagamentos foram uma remuneração em troca de serviços de consultoria oferecidos pela empresa.