EFECopenhague

O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed, foi anunciado nesta sexta-feira, pelo Comitê Nobel da Noruega, como vencedor do Nobel da Paz.

Ahmed receberá o prêmio "pelos esforços para alcançar a paz e a cooperação internacional e, em particular, pela decisiva iniciativa de resolver o conflito na fronteira com a vizinha Eritreia".

Com o prêmio concedido ao governante etíope, de 43 anos, são reconhecidos "todos os atores que trabalham a favor da paz e da reconciliação na Etiópia e nas regiões do leste e do nordeste da África", afirmou o Comitê.

Quando Abiy Ahmed foi nomeado primeiro-ministro, há um ano e meio, não havia nenhum tuk-tuk (triciclo) em praticamente todo o país que não tivesse um adesivo com a sua cara.

Ele trouxe promessas de abertura, democratização e reconciliação e traduziu algumas em realidades: um governo paritário, uma mulher como presidente, a paz após 20 anos de guerra com a vizinha Eritréia e tirar partidos opositores da lista de grupos terroristas, entre outras.

No entanto, críticos afirmam que o premiê apresenta poucas soluções para problemas que estão enraizados no segundo país mais populoso da África (mais de 100 milhões de habitantes), como as tensões étnicas e a falta de federalismo.

O Nobel da Paz também foi para a África no ano passado. O vencedor na ocasião foi o médico congolês Denis Mukwege, que o compartilhou com a ativista yazidi Nadia Murad. Ambos foram premiados pelos esforços para dar fim à violência sexual como arma de guerra e em conflitos armados.

O anúncio do Nobel da Paz segue os de Medicina, Física, Química e Literatura que começaram a ser anunciados desde o início da semana. Na próxima segunda-feira será divulgado o ganhador do prêmio de Economia.

Os prêmios serão entregues no dia 10 de dezembro, aniversário da morte de seu fundador, Alfred Nobel, em uma cerimônia na Sala de Concertos de Estocolmo. O Nobel da Paz será entregue na Câmara Municipal de Oslo, o único fora da Suécia, por desejo de Nobel, já que a Noruega fazia parte do Reino da Suécia na sua época. EFE

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