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O projeto Mulheres Inspiradoras, vencedor da primeira edição do Prêmio de Educação em Direitos Humanos Óscar Arnulfo Romero, promovido pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), fará parte das políticas educacionais de Brasília e será implantado em escolas públicas e bibliotecas da capital federal.

A iniciativa, liderada pela professora Gina Vieira, foi a primeira a conquistar este prêmio, atribuído pela OEI e pela Fundação SM desde 2015, e tem como objetivo valorizar o legado de mulheres e meninas nos planos de ensino da educação pública na cidade, segundo informou o organismo internacional em nota.

Por meio de projetos de leitura e escrita baseados em personalidades femininas históricas do Brasil e do mundo, o objetivo é "superar a representação de mulheres objetificadas, tão recorrente na grande mídia", segundo Gina Vieira.

A professora, que atua no Núcleo de Educação Fundamental do município de Ceilândia, destacou que a implantação do projeto nas políticas educacionais permite "expandir o repertório cultural" do qual se nutrem alunos e frequentadores de bibliotecas e centros culturais, por meio de cursos para professores sobre o tema e da disponibilização de literatura feminina nas salas de aula de Brasília.

"É preciso destacar outras representações femininas", disse Vieira, ressaltando que, com uma abordagem centrada nos direitos humanos e na diversidade, seu trabalho foca nas realidades de mulheres negras, indígenas e periféricas, a fim de dar visibilidade às suas biografias e suas realizações.

Com esta nova política educacional, a expectativa é que outras iniciativas se espalhem para outras áreas do país, o que para a OEI "está em linha com a missão da entidade de fazer com que a cooperação realmente aconteça".

Atualmente está aberta a convocatória para a quarta edição do Prêmio Óscar Arnulfo Romero, que reconhecerá iniciativas de 22 países ibero-americanos e que, em uma segunda fase, concederá um prêmio de US$ 5.000 aos dois melhores em duas categorias: escolas e organizações da sociedade civil.

O prazo para apresentação de candidaturas estará aberto até o próximo dia 31 de julho. Além dos projetos de paz e inclusão, serão avaliadas as iniciativas que tenham a ver com o direito à saúde e como enfrentar ou amenizar a situação pandêmica produzida pela Covid-19, levando em consideração aspectos como segurança nas escolas ou mitigação, prevenção e autocuidado em sala de aula.