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A secretária-geral ibero-americana, Rebeca Grynspan, defendeu nesta segunda-feira a iniciativa do setor privado para recuperar a economia da região, diante da crise gerada pela pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

"Nunca, como hoje, a qualidade dos líderes foram tão fundamentais para uma saída exitosa. Não apenas governamentais, mas também do setor privado", disse a costa-riquenha, durante apresentação de um relatório do Conselho Empresarial Aliança para a América Latina (Ceapi).

O documento, elaborado por 50 empresários da região, apresenta ideias do setor privado para reativar a economia na região, se colocando como chave para a reconstrução "pós-pandemia".

Além disso, o relatório indica os pontos fundamentais que a iniciativa privada deve seguir para superar a crise econômica e social que atinge a América Latina. O texto recebeu apoio da Secretaria Geral Ibero-Americana.

O cenário apresentado pelos empresários aponta para desemprego, aumento no trabalho informal, aumento da desigualdade, avanço da pobreza, na região que se tornou o epicentro da pandemia da Covid-19 no planeta.

Grynspan lembrou que o Banco Mundial indicou para a América Latina uma queda de 4,6% no Produto Interno Bruno, a maior desde que foi iniciada a verificação do índice. Além disso, a costa-riquenha apontou para a perda de 15% dos empregos formais na região.

A secretária-geral ibero-americana destacou que 45 milhões de pessoas estarão abaixo da linha da pobreza, sendo que 26 milhões em pobreza extrema.

"Não tínhamos visto números como esses. Se queremos que essa crise se reverta à curto prazo e não a longo. É preciso investir", reconheceu Grynspan.

O informe ainda indica que a pandemia acelerou a mudança para a digitalização e para o uso de novas tecnologias para aumentar a eficiência e a produtividade. Outro aspecto que o texto indica é a transformação que afetará a mão de obra não qualificada, o que exigirá aposta no capital humano.