EFENashville (EUA)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira, durante o último debate com o candidato democrata Joe Biden antes das eleições de 3 de novembro, que era a "pessoa menos racista" na sala onde foi realizado, na Universidade Belmont, em Nashville, no estado do Tennessee.

"Acho que tenho ótimos relacionamentos com todos, sou a pessoa menos racista nesta sala", afirmou.

Biden e Trump aproveitaram o segmento do debate dedicado ao racismo para se acusarem mutuamente de terem causado mais danos à comunidade negra nos EUA.

Trump lembrou que seu adversário foi a força motriz por trás de uma lei anticrime de 1994 no Senado que resultou em milhares de pessoas negras atrás das grades, e que ele aprovou um projeto de reforma em sentido contrário pouco depois de chegar ao poder.

O presidente americano também alegou ter sido o ocupante do cargo que mais fez pela comunidade negra na história dos EUA, com a possível exceção de Abraham Lincoln, que aboliu a escravidão em 1863.

Biden, por sua vez, revisou a história de comentários racistas de Trump e lembrou que em 1989 ele defendeu a pena de morte para um grupo de adolescentes negros conhecidos como "Central Park Five", que foram acusados de um crime que não cometeram.

Trump, no entanto, deu uma guinada no discurso sobre o racismo nesta parte do debate para enfatizar novamente suas acusações contra Biden de ter usado sua posição política para receber dinheiro de governos estrangeiros direta ou indiretamente.

"Se tudo isso for verdade, ele é um político corrupto", acusou Trump, argumentando que Biden recebeu pagamentos de países como China, Rússia, Ucrânia e Iraque.

"Isso é um monte de porcaria", respondeu o candidato democrata, que havia negado todas essas acusações minutos antes.

Trump então disse que Biden estava se fazendo passar por um "bebê inocente". EFE

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