EFEMontevidéu

O Uruguai registrou 10,2% de população pobre do país, enquanto as famílias abaixo da linha da pobreza estavam em 7,4% no primeiro semestre de 2021, informou nesta segunda-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) uruguaio.

Além disso, tanto as pessoas em situação de indigência como as famílias abaixo da linha de indigência situavam-se em 0,2%.

Segundo o diretor do INE, Diego Aboal, esses dados refletem uma melhora em relação à medição de 2020, mas também mantêm algumas diferenças de renda de acordo com a faixa etária ou ascendência étnico-racial.

Especificamente, em 2020 havia 11,6% de pessoas consideradas pobres de acordo com o INE, então o número atual reflete cerca de 50 mil pessoas a menos abaixo da linha de pobreza, enquanto que as famílias pobres eram de 8,1% em 2020.

"Os índices mais altos de pobreza localizam-se nas idades mais jovens, entre crianças e adolescentes. O último dado é que a pobreza entre as crianças menores de 6 anos chega a 16,1%, a pobreza entre 6 e 12 anos chega a 18,5% e entre 13 e 18 anos atinge 18,6%", detalhou o diretor.

Por outro lado, há 8,5% de famílias pobres que têm uma mulher como chefe de família, enquanto no caso dos homens é de 6,1%.

Em relação à descendência étnico-racial, persiste um "elemento estrutural" no Uruguai, no qual o nível de pobreza das pessoas que se identificam como afrodescendentes é o dobro das pessoas que se identificam como brancas.

No primeiro semestre de 2021, havia 19,2% de afrodescendentes pobres, em comparação com 9% da população branca.

Da mesma forma, o Uruguai tem "uma diferença marcante" entre os departamentos (províncias) do país, já que a maior parte daqueles localizados no norte do país têm mais de 10% das famílias vivendo na pobreza, ao contrário do sul onde muitos estão abaixo de 4%.

As famílias em Montevidéu de uma pessoa com renda inferior a 16.831 pesos, de duas pessoas com renda inferior a 30.431 pesos e de três pessoas com renda inferior a 43.108 pesos são considerados pobres.

No interior urbano, famílias de uma, duas e três pessoas com renda de 10.944 pesos, 20.093 pesos e 28.730 pesos, respectivamente, também são consideradas pobres.

Nas áreas rurais do interior do país, as famílias de uma, duas e três pessoas com renda inferior a 7.385 pesos, 13.791 pesos e 19.916 pesos, respectivamente, estão abaixo da linha da pobreza. EFE