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O vulcão Etna, localizado na ilha da Sicília, na Itália, registrou nesta terça-feira nova erupção na cratera sudeste, com emissão de cinzas e lava, enquanto os tremores vulcânicos aumentam de amplitude, segundo informou o Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia do país europeu (INGV).

A atividade começou por volta de 6h15 locais (1h15 de Brasília), com a emissão de cinzas. Cerca de 40 minutos depois, foi observado o início da atividade estromboliana na cratera sudeste, a mais ativa nas últimas erupções do Etna.

A nuvem produzida pela erupção alcançou altura de nove quilômetros, sendo visível a partir das localidades de Catania e Taormina. Segundo o modelo de previsão, ela irá se deslocar na direção leste-nordeste.

Além disso, o INGV constatou a existência de uma fonte de lava em curso, com um modesto transbordamento da cratera do sudeste correndo para sudoeste.

Enquanto isso, continua o aumento da amplitude média dos tremores vulcânicos, com manutenção da tendência de alta.

O centro da fonte do tremor está na região da cratera sudeste, a uma altura que varia de 2 mil a 3 mil metros do nível do mar.

O INGV emitiu um alerta para voo, embora, até o momento, o Aeroporto Internacional de Catania não teve o funcionamento afetado pela atividade do Etna.

Segundo boletim divulgado pelo instituto em 10 de agosto, as últimas erupções da cratera sudeste levaram o vulcão a ter aumento de altitude em 33 metros. Com isso, o cume do Etna está a 3.357 do nível do mar.

Desde 1980, a cratera nordeste era considerada a mais alta, com 3.324 metros. Houve um pico de 3.350 metros, no ano seguinte, no entanto, as bordas da cratera acabaram entrando em erosão. EFE

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