EFESan Francisco (EUA)

A diretora-executiva do YouTube, Susan Wojcicki, pediu desculpas à comunidade LGBT nesta terça-feira pela resposta que sua empresa deu à queixa feita por um usuário sobre conteúdos homofóbicos na plataforma.

"Eu sei que a decisão que tomamos foi muito dolorosa para a comunidade LGBT, e essa não foi a nossa intenção. Acho que é importante deixar isso claro. Pedimos perdão por isso", disse Wojcicki, ao ser perguntada sobre o tema por um jornalista na Code Conference, um evento realizado no Arizona, Estados Unidos.

A polêmica surgiu no fim de maio, quando o jornalista Carlos Maza, do portal "Vox", denunciou no Twitter, através de vídeos do YouTube, que o comentarista conservador Steven Crowder fazia repetidos insultos a ele em seu programa devido à sua orientação sexual e origem latina.

"Me chamou de 'bebê âncora' (termo pejorativo usado para filhos de imigrantes que nascem nos Estados Unidos), queer com sigmatismo, mexicano, etc. Estes vídeos recebem milhões de visualizações no YouRube. A cada vez que um deles é postado, eu acordo com infinitos abusos homofóbicos e racistas no Instagram e no Twitter", afirmou Maza.

A resposta do Youtube, no entanto, foi que os vídeos de Crowder "não violam" os termos de uso, já que, como plataforma, o efeito "crucial" para eles é que "todo mundo, de criadores a jornalistas e apresentadores de TV, possam expressar suas opiniões" dentro dos limites de regulamento interno do site.

"As opiniões podem ser muito ofensivas, mas se não violam nossos termos de uso, e continuarão na nossa plataforma", foi a resposta pública do YouTube a Maza.

Esta decisão gerou um grande número de queixas e mensagens de decepção da comunidade LGBT na internet, que garantia que com essa resposta o YouTube estava admitindo que permitia o assédio a uma pessoa por causa de sua orientação sexual.