EFEBuenos Aires

A Argentina anunciou nesta terça-feira novas limitações à obtenção de dólares americanos através de transações de venda de títulos e ações do governo.

A Comissão Nacional de Valores Mobiliários (CNV), órgão regulador do mercado argentino, ordenou novas medidas que afetam o funcionamento do chamado "dólar com liquidação" (CCL) e do "dólar bolsa" ou "dólar MEP", que são obtidos por meio da compra de ativos argentinos em pesos e venda em dólares no mercado doméstico ou em Wall Street.

Este tipo de operação tem aumentado entre os investidores e empresas mais sofisticados desde o aperto das restrições à compra da moeda americana em bancos e casas de câmbio.

Entre outras medidas, a CNV estabeleceu um limite de US$ 50 mil por semana para a venda de títulos negociáveis denominados em moeda americana emitidos sob a legislação local e liquidados em moeda estrangeira. Também foi limitada a frequência das negociações: uma a cada 30 dias.

A CNV disse em comunicado que esta resolução "foi emitida em coordenação" com o Banco Central da Argentina (BCRA) e o Ministério da Economia "a fim de contribuir para uma gestão prudente do mercado de câmbio, reduzir a volatilidade das variáveis financeiras e conter o impacto das flutuações nos fluxos financeiros sobre a economia real, dentro da estrutura da política econômica atual".

Devido às restrições cambiais e aos diversos canais de obtenção de dólares, existem na Argentina diferentes taxas de câmbio.

Enquanto no mercado informal de varejo a moeda americana fechou nesta terça-feira a 185 pesos, no estatal Banco Nación ela é vendida ao público a 104,25 pesos por unidade, embora a esse valor seja aplicada uma taxa de 30% e as compras sejam limitadas a US$ 200 por mês.

Já o CCL fechou nesta terça-feira a 176,44 pesos, e o MEP a 176,34 pesos por unidade. Por sua vez, o dólar oficial de atacado (taxa de câmbio para operações de comércio exterior) terminou o dia a 98,89 pesos. EFE