EFEBuenos Aires

O governo da Argentina afirmou nesta quarta-feira que implementará um programa para promover as exportações dos produtos e serviços desenvolvidos pela indústria do conhecimento.

"A indústria do conhecimento não é o futuro, é o presente. Gera empregos de qualidade e já gera receitas entre US$ 6 bilhões e US$ 7 bilhões, competindo pelo segundo lugar nas exportações, que é ocupado pela indústria automobilística", disse o ministro das Relações Exteriores argentino, Santiago Cafiero, em reunião de trabalho com o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Daniel Filmus.

O objetivo do encontro era promover o programa de internacionalização de produtos e serviços baseados no conhecimento.

Cafiero assegurou que o governo argentino "quer fornecer ao setor todas as ferramentas necessárias para se desenvolver e expandir ainda mais".

De acordo com o roteiro elaborado com o objetivo de promover as exportações neste setor, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação trabalhará para identificar e selecionar áreas e grupos de pesquisa e desenvolvimento em entidades membros do sistema de ciência e tecnologia e empresas de base tecnológica com potencial para competir nos mercados internacionais.

O Ministério das Relações Exteriores argentino dará apoio à internacionalização através da participação em feiras e exposições, da organização de missões comerciais, da produção de informação de inteligência competitiva e da promoção e gestão de acordos com outros países.

"Desta forma, os esforços concentrados darão um novo impulso às políticas públicas para o setor e atingirão resultados em termos de exportações eficazes", detalhou a pasta em comunicado.

Filmus afirmou que "o objetivo é inserir as empresas argentinas de base tecnológica nos mercados internacionais para que possam demonstrar as suas capacidades competitivas".

"É impossível pensar que o país sairá de crises cíclicas sem desenvolver e promover um programa de internalização de produtos e serviços do sistema científico-tecnológico nacional, o que também permite a entrada de moeda estrangeira que alimenta a produção nacional de ciência e tecnologia", analisou o ministro. EFE