EFEMiami (EUA.)

Com as restrições impostas devido a pandemia da covid-19, cerca de 60% dos consumidores latino-americanos abriu contas e fez compras online, o que permitiu que os bancos da região acelerassem os planos digitais em 24 meses, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira pela empresa de tecnologia Backbase.

No entanto, os serviços bancários online não são suficientes para satisfazer o consumidor latino-americanos, que busca "uma experiência financeira digital consistente do início ao fim".

Ou seja, "desde de um 'onboarding' (o processo de incorporação) mais rápido e funcionalidades bancárias melhoradas, até serviços não tradicionais", segundo destaca o estudo elaborado pela empresa Americas Market Intelligence (AMI) para a Backbase.

Enquanto muitos consumidores ainda utilizam os bancos tradicionais para os serviços financeiros, cerca de 81% conhece a existência de bancos nativos digitais (neobancos ou fintechs), enquanto 45% já se utiliza deles para satisfazer necessidades específicas.

De todos os entrevistados, 54% deseja conta com "funcionalidades adicionais" em seus bancos online, assim como em sites de compras de produtos.

Para a realização do relatório sobre a evolução das tendências e preferência dos consumidores, foram consultadas 700 pessoas na Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, México, Panamá e Peru.

"É evidente que as expectativas dos consumidores estão em um estado de constante evolução. Para seguirem sendo competitivos, os bancos tradicionais têm a tarefa de evitar o uso de tecnologia em sistema de legado em silos, para facilitar estratégias mais rápidas de saída do mercado", indicou o vice-presidente para América Latina e Caribe da Backbase, Ethan Clarke.

A chave é que, com os "recursos e alianças adequadas, os bancos poderiam se antecipar, ao invés de reagir" à demanda dos consumidores, além de ter acesso às "últimas tecnologias, funcionalidades e melhores práticas digitais.

ACELERAÇÃO DIGITAL.

Entre as principais tendências detectadas pelo estudo está a "aceleração da adoção de bancos digitais" para comprar e administrar o dinheiro, em um momento em que 56% dos entrevistados afirmou que preferia abrir uma conta bancária online no futuro.

O aumento de 60% da abertura digital de contas entre os consumidores em 2020 indica uma "tendência agressiva em busca da conquista de clientes".

Entre os serviços mais avançados que os consumidores esperam estão as "transferências para outros bancos em tempo real, as transferências internacionais, pagamentos automáticos recorrentes e pagamentos através de moedas virtuais e QR code. EFE