EFENova York

O preço do barril do Petróleo Intermediário do Texas (WTI) fechou em queda de 4,8% nesta sexta-feira, cotado a US$ 21,51, influenciado mais uma vez pelo colapso na demanda de combustível causado pela pandemia de Covid-19 e pela guerra de preços entre Arábia Saudita e Rússia.

Ao final das operações da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos futuros do WTI para entrega em maio tiveram perda de US$ 1,09 em relação ao valor de fechamento do pregão desta quinta.

Os preços do petróleo caíram pela quinta semana consecutiva, em um ano em que o barril desvalorizou mais de 60%. O contexto é complexo, no qual nem mesmo os estímulos econômicos no valor de US$ 2 trilhões para aliviar os efeitos da Covid-19 na economia americana contrabalançaram o efeito do excesso de oferta e a crise na demanda.

Estima-se que quase metade da população mundial vive confinada às suas casas por ordem ou recomendação dos seus governos, o que levou a uma queda histórica na procura de combustível estimada em 10 a 20 milhões de barris por dia.

Com o preço do petróleo se aproximando dos US$ 20, um número que deve pairar em torno de um barril no segundo trimestre do ano, cada vez mais vozes estão chamando a Arábia Saudita e a Rússia para se sentar e resolver suas diferenças.

Nesse contexto, os contratos futuros de gasolina com vencimento em maio fecharam em alta de US$ 0,01, cotados a US$ 0,62 por galão, e os de gás natural, com vencimento no mesmo mês, caíram US$ 0,02 e fecharam em US$ 1,67 por cada mil pés cúbicos.