EFEBarranquilla (Colômbia)

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nesta sexta-feira que vai aprovar neste ano US$ 1,25 bilhão em empréstimos para a Colômbia destinados ao crescimento verde, à transformação digital e ao apoio a imigrantes venezuelanos.

"O BID é, para a Colômbia, um parceiro fundamental para o acesso ao financiamento e à assistência técnica (...) Neste ano, o seu apoio será essencial para o avanço da agenda de reativação econômica, e o programa de crédito que formalizamos hoje, a cargo do setor público, reflete isso", destacou o ministro da Fazenda da Colômbia, Alberto Carrasquilla, através de um comunicado.

Os recursos serão utilizados para financiar o Orçamento Geral da Nação neste ano fiscal, incluindo apoio específico a projetos de investimento na transformação digital de setores como Justiça, e logística, além de esquemas de parcerias público-privadas.

Entre eles, destaca-se o programa de apoio orçamental de US$ 600 milhões para promover a agenda política pública ligada ao crescimento verde e ao desenvolvimento sustentável no país.

Além disso, o BID ressaltou "o importante esforço que a Colômbia tem feito em matéria de migração com a recente aprovação do Estatuto Temporário para a Proteção dos Migrantes Venezuelanos", e afirmou que apoiará a agenda de políticas públicas relacionada a esta questão, além de contribuir para aprofundar o diálogo e conseguir um maior respaldo da comunidade internacional.

O anúncio da aprovação dos empréstimos foi feito durante o 61º Conselho de Governadores do banco de desenvolvimento, evento que reúne os principais líderes do setor econômico da região na cidade de Barranquilla e que é chefiado pelo presidente do BID, Mauricio Claver-Carone, e pelo mandatário colombiano, Iván Duque.

Durante as reuniões, que comecaram na quarta-feira e terminarão neste domingo, especialistas debatem o papel do BID em fase de recuperação econômica marcada por "necessidades sociais urgentes e situações fiscais complexas" na América Latina desencadeadas pela pandemia de covid-19.

Também foram abordados temas como os panoramas atuais dos setores de infraestruturas e economia digital, o potencial sustentável da Amazônia, o empreendedorismo feminino e as ligações regionais com as cadeias de abastecimento globais.