EFENova York

O bitcoin disparou durante este final de semana e superou a barreira dos US$ 10.000, valor que não registrava desde março de 2018, com uma cotação nesta segunda-feira de US$ 10.898 por unidade, embora durante o domingo tenha chegado a alcançar US$ 11.247, triplicando assim seu valor desde janeiro.

A criptomoeda de referência segue assim com a tendência de alta iniciada em abril, tendo avançado 165% em seis meses, segundo os dados do portal especializado CoinDesk, uma porcentagem que sobe até 192% quando usa como referência os US$ 3.800 que custava uma unidade de bitcoin em janeiro.

Constatada a tendência de alta das criptomoedas, as altas repentinas e pronunciadas do seu valor podem se dever ao medo de perder uma boa oportunidade de investimento, devido às fortes revalorizações da divisa, o que atrai os investidores, de acordo com a análise do mesmo portal.

No entanto, como cenário de fundo seguem as inquietações nos mercados derivados das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, o que transformou o bitcoin em uma espécie de "refúgio" diante da volatilidade das bolsas e das divisas tradicionais.

Esta mesma instabilidade é a que favoreceu a alta dos preços do ouro, que se encontra em níveis máximos desde 2013 com um custo de US$ 1.411 por onça do metal precioso.

A rápida ascensão do valor do bitcoin não é uma novidade, já que em pleno frenesi por estes ativos digitais, no final de 2017 (quando chegou a ser cotada a US$ 20.000), a moeda passou de US$ 10.000 a US$ 18.000 em apenas 17 dias.

A este contexto é preciso acrescentar a aposta do Facebook na Libra, uma nova criptomoeda que poderá ser usada tanto para transações entre particulares como para compras em estabelecimentos, e estará integrada no WhatsApp e no Messenger a partir de 2020.

A aposta do gigante da internet foi um novo estímulo para este tipo de ativo, baseado na tecnologia "blockchain", que funciona como um livro contábil público cuja segurança está no fato de que a informação é compartilhada entre todos seus usuários e dificulta falsificações. EFE

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