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A companhia aérea British Airways, que faz parte do grupo anglo-espanhol IAG, anunciou nesta terça-feira que cancelará até 11% dos voos entre abril e outubro, por consequência da falta de funcionários em várias funções e das dificuldades nas operações após a pandemia da covid-19.

A empresa revelou que, nas próximas semanas, reduzirá em 1% os voos que opera, o que se somará aos 10% já anunciado em maio deste ano.

Ao comunicar antecipadamente a redução, que afetará rotas que partem dos aeroportos britânicos de Heathrow e Gatwick, a British Airways vista evitar cancelamentos de última hora, que provoquem mais cenas de caos, como as vistas nos últimos dias.

Em comunicado, a companhia aérea reconhece que as medidas preventivas tomadas no início do ano para reduzir o horário de verão e dar mais segurança aos clientes, não foram suficientes.

"Lamentavelmente, foi necessário fazer cortes adicionais", indicou a British Airways, que indicou estar em contato com passageiros para oferecer novas reservas ou reembolso de passagens.

Para tentar ajudar as companhias aéreas, o governo do Reino Unido introduziu uma anistia sobre os turnos de decolagem e pouso, o que significa que não são perdidos, se não são utilizados.

"Saudamos estas novas medidas, que nos ajudam a oferecer aos nossos clientes a certeza que merecem", aponta a British Airways, considerando que foi facilitada a gestão dos voos.

A companhia informou que concentra esforços em executar sua maior campanha de contratação de funcionários, para aumentar a capacidade operacional que tem.

As estimativas é que a capacidade de transporte precisou ser aumentada de 30% a 80%, no curto prazo, com o fim das restrições impostas pela covid-19.

O aumento da demanda de passageiros, sobretudo em viagens de férias, coincide com um déficit de funcionários de cabine, de manuseio de bagagens, de segurança aeroportuária e de controladores de voo.

No entanto, a situação pode se complicar, porque funcionários de solo da British Airways pretendem fazer uma greve em breve, para reivindicar melhores salários. EFE