EFECidade do México

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) estimou nesta quarta-feira um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) regional de 6,2% em 2021 e apenas 2,1% em 2022.

A entidade aumentou sua previsão do PIB de 2021 a partir da estimativa feita em agosto, que foi de 5,9%, mas baixou a previsão de crescimento para 2022, que era de 2,9%.

"Com as taxas de crescimento previstas para 2021 e 2022, menos da metade dos países da região terá conseguido recuperar os níveis de atividade de 2019, antes da crise (da pandemia): 11 países conseguirão em 2021, e outros três em 2022", disse a Cepal em seu relatório "Balanço Preliminar das Economias de América Latina e Caribe".

Os países da América Latina que mais cresceram em 2021, segundo as estimativas, são Peru (13,5%), Panamá (12,4%), Chile (11,8%), República Dominicana (10,4%), El Salvador (10%), Argentina (9,8%), Colômbia (9,5%) e Honduras (9%).

No meio da tabela estão Nicarágua (7,4%), México (5,8%), Costa Rica (5,5%), Guatemala (5,4%), Bolívia (5,2%), Brasil (4,7%) e Paraguai (4,6%).

Os piores desempenhos em 2021 foram de Uruguai (3,9%), Equador (3,1%), ilhas do Caribe (3%), Cuba (0,5%), Haiti (-1,3%) e Venezuela (-3%).

O relatório, apresentado em teleconferência na Cidade do México, observou que "os gargalos nas cadeias de abastecimento afetaram, em maior grau do que o esperado, o setor de manufatura em países com grandes centros de produção, como Brasil e México".

O relatório também reiterou que a América Latina é a região mundial mais afetada em termos econômicos e de saúde pela pandemia de covid-19, com quase 50 milhões de casos e mais de 1,5 milhão de mortes.

"(Haverá) crescimento econômico e recuperação do emprego mais lentos do que o previsto, maiores pressões inflacionárias e alta volatilidade da taxa de câmbio, o que aumentará os baixos níveis de investimento e produtividade, e altos níveis de informalidade, desigualdade e pobreza", afirmou a Cepal. EFE