EFEPequim

A China inaugurou nesta segunda-feira a Conferência Econômica na qual o presidente, Xi Jinping, e sua equipe avaliarão o comportamento econômico do país em 2017 e fixarão o objetivo de crescimento para o próximo ano, assim como as medidas para alcançá-lo.

Ainda não se sabe que hotel de Pequim acolhe a reunião, que há 23 anos acontece todo mês de dezembro a portas fechadas na capital. Embora as autoridades não anunciem a data de conclusão, tradicionalmente se estende por três dias.

Na próxima quarta-feira, após seu encerramento, está previsto que o governo emita um comunicado com as principais conclusões, das quais se poderá deduzir as reformas que a China efetuará, mas sem revelar qual é o objetivo de crescimento do PIB fixado para 2018.

Esta percentagem não será conhecida até março do próximo ano, quando o primeiro-ministro, Li Keqiang, a anunciar no plenário anual da Assembleia Nacional Popular.

Embora esta seja uma cúpula anual, a desta ocasião é acompanhada com mais expectativa, uma vez que é a primeira que acontece após o XIX Congresso do Partido Comunista realizado no último mês de outubro.

Segundo publicaram os meios de comunicação nacionais nos últimos dias, os analistas esperam que o governo avance no conceito de priorizar a qualidade à quantidade no desenvolvimento e que esboce medidas para solucionar os principais riscos que pairam sobre sua economia.

"Frear os principais riscos, erradicar a pobreza e controlar a poluição serão as três grandes batalhas para 2018", afirmou a agência oficial "Xinhua", que aponta que na agenda serão incluídos temas como a reforma das empresas de propriedade estatal, o desenvolvimento de zonas rurais e a melhoria da qualidade de vida.

Na cúpula do ano passado, o governo decidiu manter uma política monetária prudente em 2017, tornar sua política fiscal mais eficaz, reduzir a capacidade industrial, garantir a boa saúde do setor imobiliário e trabalhar na abertura dos mercados.