EFESão Paulo

As vendas do comércio no varejo no Brasil aumentaram 2,3% em 2018, o que representa a segunda alta consecutiva anual, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A alta registrada no ano passado representa um novo alívio para os comerciantes, cujas vendas foram duramente prejudicadas durante a recessão que o Brasil viveu entre 2015 e 2016, período no qual o Produto Interno Bruto (PIB) do país acumulou uma queda de 7%.

O volume de vendas cresceu 2,3% em 2018 e 2,0% em 2017, depois das quedas de 4,3% em 2015 e de 6,2% em 2016 pela grave crise econômica do país, que elevou a taxa de desemprego e reduziu a renda dos brasileiros.

A recuperação do comércio no varejo coincide com a melhoria dos indicadores macroeconômicos do país, cujo PIB cresceu 1% em 2017 e mais 1,3% em 2018, segundo as previsões dos economistas do mercado financeiro.

A essa melhoria se soma uma baixa inflação, que fechou 2018 em 3,75%, e a leve redução do índice de desemprego, que caiu para 12,3% no ano passado.

De acordo com o IBGE, o aumento das vendas em 2018 foi impulsionado principalmente pelos setores de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e tabaco (+3,8%), o de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (+5,9%) e os artigos de uso pessoal e doméstico (+7,6%).

Apesar do bom resultado do comércio em geral, alguns setores registraram redução nas vendas, como o de produtos têxteis, confecções e calçados (-1,6%), combustíveis e lubrificantes (-5,0%) e livros, jornais e revistas (-14,7%).

Em dezembro de 2018, as vendas caíram 2,2% em relação ao mês anterior, mas aumentaram 0,6% em comparação com o mesmo mês de 2017, enquanto no último trimestre do ano a média se manteve estável.