EFEGenebra

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) anunciou nesta quinta-feira que as empresas de aviação da Europa devem ter um prejuízo de cerca de US$ 76 bilhões devido ao impacto do novo coronavírus.

Segundo um estudo realizado pela Iata, a pandemia coloca em perigo cerca de 5,6 milhões de empregos na Europa devido à relação direta entre as companhias aéreas e outros setores da economia.

Além disso, a organização destacou que a crise do setor aéreo pode se estender a outras atividades econômicas, causando um impacto negativo de US$ 378 milhões no PIB do continente europeu.

O estudo da Iata aponta a Espanha como o país mais afetado pela queda do PIB e pelo desemprego, e o prejuízo nas empresas do setor aéreo deve chegar a US$ 13 bilhões.

Já o Reino Unido é o país cujas empresas aéreas mais perderão receitas, segundo a Iata: US$ 21,7 bilhões. Outras nações que devem sofrer forte queda de receita no setor são Alemanha (US$ 15 bilhões), França (US$ 11 bilhões) e Itália (US$ 9,5 bilhões).

Diante desses números, a Iata pediu uma "ação urgente" para que os governos europeus forneçam ajuda financeira às companhias aéreas, que têm previsão de uma queda na demanda de 46%.

Essa redução pode representar 113,5 milhões a menos de passageiros no Reino Unido, 93,7 milhões na Espanha, 84,4 milhões na Alemanha, 67,7 milhões na Itália e 65 milhões na França, os mais afetados, de acordo com o estudo.

"Alguns governos europeus já agiram, como Noruega, Suécia, Finlândia, Espanha e Itália, mas é necessário mais ajuda", disse a Iata, que sugere uma combinação de ajuda direta, empréstimos e benefícios fiscais.

"Todo emprego na indústria da aviação apoia outros 24 no restante da economia. Portanto, os governos devem reconhecer a importância vital do setor e que ele precisa de ajuda urgente", concluiu a organização.