EFEGenebra

A demanda total por viagens aéreas caiu 70,6% no mês de outubro em comparação com o mesmo período do ano passado, um sinal de como a recuperação da indústria será "desesperadamente lenta" devido às restrições de mobilidade devido à pandemia da Covid-19, relatou nesta terça-feira a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês).

Os voos internacionais foram os mais afetados, com queda de 87,8% em relação ao registrado em outubro do ano passado.

"Embora a recuperação seja desigual entre regiões, as perspectivas gerais para viagens internacionais são sombrias", disse o diretor-geral e CEO da Iata, Alexandre de Juniac, em um comunicado.

As companhias aéreas da Ásia-Pacífico foram as piores escalas em outubro, já que sua demanda caiu 95,6% em relação a 2019.

Alguma recuperação é observada nos mercados domésticos, principalmente na China, cuja demanda em outubro ficou apenas 1,4% abaixo do nível do ano passado.

As novas ondas do novo coronavírus aliadas às restrições governamentais agravaram a situação do setor, que já recebeu US$ 173 bilhões em ajuda, por isso a Iata pediu aos governos que aumentem o apoio para que as empresas possam sobreviver até o próximo verão.

A Iata prevê que, se as fronteiras forem abertas em meados de 2021, o setor perderá "apenas" US$ 38,7 bilhões no próximo ano.

"Sem a contribuição de US$ 3,5 trilhões da aviação para o produto interno bruto global, não pode haver recuperação econômica", analisou De Juniac.