EFEWashington

O índice de desemprego nos Estados Unidos subiu um décimo, até 3,7% em junho, um mês no qual foram criados 224.000 novos postos de trabalho, segundo informou nesta sexta-feira o governo americano.

Deste modo, a economia dos EUA continua em um nível próximo ao pleno emprego, e a criação de 224.000 novos postos de trabalho mostra a recuperação do dinamismo, acima das expectativas dos analistas, que tinham antecipado 170.000 vagas.

O salário médio também subiu em junho, em US$ 0,06 a hora, até US$ 27,90.

Nos últimos 12 meses, os salários aumentaram 3,1%, o mesmo nível que o registrado no mês passado.

A taxa de participação na força de trabalho - ou seja, a proporção de americanos que estão empregados ou buscando emprego - melhorou levemente até 62,9%, um décimo acima de maio.

Este foi o 105º mês no qual o emprego cresce de maneira consecutiva nos Estados Unidos, a sequência de bonança mais longa no mercado de trabalho que se tem registro.

No entanto, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) reiterou que se mostrará "paciente" em relação a futuras altas das taxas de juros no que resta de ano.

De qualquer forma, os dados de desemprego adicionam pressão à reunião do Fed de 30 e 31 de julho, depois que o banco central se mostrou aberto a considerar uma possível redução do preço do dinheiro diante da inquietação gerada pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

De fato, o presidente americano, Donald Trump, pressionou o Fed em várias ocasiões, insistindo que o banco central deveria reduzir o preço do dinheiro para apoiar a atividade econômica.

Seu principal assessor econômico, Larry Kudlow, chegou a sugerir que o Fed deveria cortar as taxas de juros em 50 pontos básicos.

A taxa de juros se situa atualmente no patamar entre 2,25% e 2,5% nos Estados Unidos.