EFEBuenos Aires

O governo da Argentina fez nesta terça-feira um acordo com empregadores e sindicatos para aumentar, pela segunda vez neste ano, o salário mínimo no país, que vive um cenário de elevada inflação .

O aumento foi pactuado por unanimidade durante uma reunião do Conselho do Salário, que reúne representantes do governo argentino, câmaras empresariais e centrais sindicais.

De acordo com o ministro do Trabalho, Claudio Moroni, que concedeu entrevista coletiva, o Conselho concordou que o aumento, definido em abril do ano passado para ser de 35% e aplicado progressivamente até fevereiro de 2022, será agora de 52,7%.

Com isso, o novo salário mínimo chegará a 33 mil pesos (US$ 318) em fevereiro.

Quando o aumento de 35% foi estabelecido em abril, o governo projetava uma taxa de inflação de 29% para 2021, que já foi ultrapassada.

De acordo com os últimos dados disponíveis, nos primeiros oito meses do ano os preços ao consumidor acumularam um aumento de 32,3%, e o governo já projeta um percentual ainda maior, de 45,1%.

De qualquer forma, o novo valor do salário mínimo em fevereiro ficará abaixo da atual cotação da cesta básica familiar de alimentos e serviços, que é de 68.359 pesos (US$ 659). EFE

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