EFEQuito

A companhia petrolífera estatal equatoriana Petroecuador anunciou nesta sexta-feira a retomada do transporte de petróleo pelo Sistema de Oleoduto Trans-Equatoriano (Sote), que sofreu um redirecionamento do oleoduto em um setor da Amazônia onde foi registrado um processo de "erosão regressiva" em um rio.

Em um comunicado, o Ministério da Energia informou que a Petroecuador reiniciou as operações de transporte de petróleo da Amazônia equatoriana (nordeste) até o porto de embarque de Balao, na província costeira de Esmeraldas (noroeste).

A retomada do "bombeamento" do petróleo foi alcançada após a conclusão das obras de construção de uma "sétima variante" do Sote na área de erosão, afirmou o ministro da Energia, Juan Carlos Bermeo.

Ele disse que a tarefa foi alcançada graças ao "empenho de mais de 200 funcionários, que trabalharam em turnos prolongados 24 horas por dia, sete dias por semana e em condições meteorológicas adversas".

"Isso permite que o bombeamento seja restabelecido hoje e novos volumes de petróleo possam ser adicionados à economia do país", disse Bermeo.

A erosão na área de El Reventador corresponde a um processo de deterioração regressiva dos afluentes do rio Coca, na província de Napo, por onde passa o Sote, o oleoduto de petróleo bruto pesado (OCP-private) e um poliduto para o transporte de derivados.

Esse processo natural começou a ser registrado no ano passado e desde então a Petroecuador construiu algumas variantes para redirecionar o duto, ameaçado pela erosão.

No último dia 10, um deslizamento de terra no rio Piedra Fina obrigou à suspensão das operações dos três sistemas de transporte de hidrocarbonetos que estavam a cerca de 300 metros do local do acidente.

Na fase final das obras da última variante, técnicos da Petroecuador e do Corpo de Engenheiros do Exército realizaram obras de alta complexidade para a instalação do gasoduto.

A obra consistiu na colocação de um tubo de 26 polegadas de diâmetro, localizado em seus últimos trechos nas encostas do vulcão El Reventador, com o objetivo de se afastar, pelo menos 400 metros, da zona de erosão lateral do setor do rio Piedra Fina, disse a fonte.

A retomada das operações da Sote permitirá também a retomada, de forma gradual, das atividades nos campos de extração de petróleo na Amazônia e nas refinarias "Esmeraldas" e "La Libertad", ambas na zona costeira, afetadas pelo corte de abastecimento, para as quais foi estabelecido um plano técnico.

A Petroecuador estima que o reinício das atividades nos campos produtivos demore entre 7 e 10 dias, quando será avaliada a situação para verificar a necessidade da realização de "obras adicionais para recondicioná-los".

Com uma produção diária de cerca de 530 mil barris de petróleo, em condições normais, o Equador tem na exportação de petróleo uma de suas principais fontes de receita cambial e de financiamento de seu orçamento de Estado. EFE