EFEAncara

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, garantiu nesta terça-feira que espera na possibilidade de se chegar a um acordo, nos próximos dez dias, para que seja possível a exportação de grãos a partir dos portos da Ucrânia, bloqueados pelas forças militares da Rússia.

"Queremos continuar sendo um intermediário. Tentaremos intensificar e finalizar as negociações no prazo de uma semana a dez dias", disse o chefe de Estado, em entrevista coletiva concedida ao primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi.

A Turquia se ofereceu como mediador entre Ucrânia e Rússia para chegar a um acordo, sob a observação da ONU, que permita retirar os grãos dos portos ucranianos através do Mar Negro, e que dê garantias à Rússia de que os barcos não retornarão ao porto com armas.

"O corredor do mar Negro é importante. Continuamos nossas negociações", disse Erdogan.

O presidente turco insistiu na necessidade de manter os contatos e escutar as posições do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Erdogan afirmou que o acordo deverá ser alcançado a partir do suporte das Nações Unidas.

Draghi, por sua vez, apontou que um pacto entre Rússia sobre a exportação de grãos teria um "grande valor estratégico", porque, dentro dos esforços para alcançar a paz, seria um primeiro passo para um objetivo que deveria envolver todo o mundo.

"Disso, depende a vida de milhões de pessoas nas regiões mais pobres do mundo", destacou o primeiro-ministro italiano.

Draghi ainda classificou como "admiráveis" os esforços da Turquia para alcançar um acordo entre russos e ucranianos.

A Turquia, que condenou a invasão russa, mas não impôs sanções à Moscou, indicou no passado que qualquer acordo deveria permitir também para a Rússia a retomada das exportações agrícolas, dificultadas pelas penalizações importas ao sistema bancário e fechamento de portos aos navios do país. EFE

dt-as/bg

(foto)