EFEWashington

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira uma modificação da lista de produtos europeus sujeitos a tarifas, retirando vários de Grécia e Reino Unido e incluindo outros de Alemanha e França, para os quais manteve a taxa entre 15% e 25%, em meio à disputa sobre os subsídios da Airbus.

"A União Europeia (UE) e os países membros não tomaram as medidas necessárias para cumprir com as decisões da Organização Mundial do Comércio (OMC)", disse Robert Lighthizer, representante de Comércio Exterior dos EUA, em comunicado no qual também ressaltou que começará "um novo processo para alcançar" uma solução "duradoura".

Lighthizer descreveu as mudanças como "modestas" e enfatizou que "o volume de produtos europeus sujeitos a estas medidas permanecerá inalterado em US$ 7,5 bilhões, e as taxas, em 15% para produtos de aviação e 25% para todos os outros".

A modificação entrará em vigor em 1º de setembro de 2020.

A decisão do governo americano foi tomada apesar do fato de que, em junho, a Airbus informou que estava desistindo de condições preferenciais sobre créditos concedidos por Espanha e França para a construção de suas aeronaves A350. Esses créditos foram considerados pela OMC como ajuda ilegal.

A medida dos EUA é o mais recente episódio na disputa comercial com a UE e envolve os subsídios recebidos pela fabricante europeia de aeronaves Airbus e que a favoreceram na concorrência com a americana Boeing, conforme entendeu a OMC.

Por essa razão, no ano passado, a instituição internacional autorizou o país a aplicar impostos a US$ 7,5 bilhões em produtos da UE e do Reino Unido.