EFEWashington

O Diretório Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta segunda-feira um acordo técnico de assistência financeira ao Equador no valor de US$ 4,2 bilhões, que permite o desembolso imediato de US$ 652 milhões.

A decisão foi anunciada pelo organismo em comunicado divulgado em Washington depois do acordo assinado no último dia 21 de fevereiro entre o FMI e as autoridades equatorianas.

O convênio, que faz parte do Serviço Ampliado do FMI (SAF), oferece apoio às políticas econômicas do governo equatoriano nos próximos três anos.

"As autoridades equatorianas estão implementando um amplo programa de reformas com o objetivo de modernizar a economia e abrir o caminho para um crescimento sólido, sustentado e equitativo", afirmou a diretora do FMI, Christine Lagarde, ao término da reunião do Diretório Executivo, segundo a nota.

Lagarde destacou que as políticas do governo do Equador "estão destinadas a reforçar a posição fiscal e melhorar a competitividade, e contribuirão assim para diminuir as vulnerabilidades, robustecer a dolarização e, com o tempo, fomentar o crescimento e a criação de emprego".

No último dia 21 de fevereiro, a chefe da missão do FMI para o Equador, Anna Ivanova, disse em comunicado que o pacto "é parte de um esforço mais amplo da comunidade internacional".

Tal esforço "inclui um apoio financeiro de quase US$ 6 bilhões nos próximos três anos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Fundo Latino-Americano de Reservas (FLAR) e do Banco Mundial", acrescentou.

No final do mês passado, o ministro da Economia do Equador, Richard Martínez, afirmou que reduzir o déficit fiscal a números menores que os registrados nos últimos seis anos, ordenar as finanças públicas e alcançar níveis de recuperação em vários ramos da economia foram os objetivos do país em 2018.

Após saber do pacto com o FMI, o ex-presidente equatoriano Rafael Correa, que durante seu mandato (2007-2017) rompeu laços com esse organismo por considerar que suas condições de crédito ameaçavam a soberania do país, o qualificou como "desnecessário".

"É altamente custoso em nível social e vai ser custoso também em nível político, inclusive em nível econômico", declarou Correa à Efe em Bruxelas no último dia 27 de fevereiro.