EFEWashington

A nova diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, advertiu nesta quinta-feira que o órgão vai aguardar para conhecer o programa do futuro governo da Argentina, após as eleições do próximo dia 27, para continuar com seu plano de assistência financeira ao país.

"Será muito interessante ver qual estrutura política teremos. Estamos muito comprometidos, e a vontade do FMI será tão forte durante meu mandato como foi no de Christine Lagarde", afirmou Georgieva durante a Assembleia Anual do FMI e do Banco Mundial (BM), realizada em Washington, nos Estados Unidos.

Até o momento, o FMI movimentou um total de US$ 44,86 bilhões, e a próxima parcela de ajuda, de US$ 5,4 bilhões, seria desembolsada em meados do mês passado.

No entanto, a derrota sofrida pelo presidente Mauricio Macri nas primárias realizadas em agosto e as turbulências financeiras desencadeadas por esse resultado fizeram com que o FMI adiasse sua decisão de aprovar esse desembolso.

A diretora disse que o FMI espera que as reformas macroeconômicas necessárias para redirecionar a economia argentina "tragam uma melhor vida para seus habitantes".

De acordo com suas últimas projeções, apresentadas nesta semana, o FMI aguarda que a economia argentina perca ainda mais força em 2019 devido à menor confiança dos consumidores, maior instabilidade política e mais restritas condições de financiamento externo.

Os cálculos do Fundo apontam que o PIB da Argentina encolherá 3,1% em 2019 e 1,3% no próximo ano.

Estes dados representam um alerta para as autoridades argentinas, já que o FMI previu que a retração em 2019 seria de 1,7%. O retorno ao caminho positivo aconteceria em 2020, com crescimento de 2,7%.