EFENova York

O fundo de compensação para as vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira que está ficando sem dinheiro e que vai cortar mais da metade de seus pagamentos a futuros beneficiados, em sua maioria pessoas doentes pela a exposição a substâncias tóxicas durante aquele dia.

A responsável pelo fundo, Rupa Bhattacharyya, reconheceu em comunicado que a situação é "dolorosamente injusta", mas assegurou que é a única opção atualmente.

"Infelizmente, a situação enfrentada pelo VCF (sigla do fundo) é difícil", explicou Bhattacharyya, após apresentar as contas anuais.

Diante da falta de dinheiro, as ajudas que ainda não foram aprovadas serão cortadas pela metade e, nos casos de solicitações posteriores a 1º de fevereiro deste ano, em 70%.

Segundo o fundo, a sua complicada situação financeira se deve principalmente ao grande número de solicitantes durante os últimos dois anos, em sua maioria pessoas que descobriram recentemente doenças como cânceres vinculados a substâncias tóxicas que inalaram após os atentados contra as Torres Gêmeas.

O fundo foi criado pelo Congresso dos Estados Unidos em 2015 com mais de US$ 7 bilhões para distribuir até 2020.

No entanto, já foram gastos US$ 5 bilhões em compensações a cerca de 21.000 pessoas que estão doentes ou morreram como consequência de problemas de saúde vinculados ao atentado ou por sequelas dos ataques, muitos deles bombeiros e outros funcionários de serviços de emergência.

Segundo disse hoje Bhattacharyya, o fundo tem outras 20.000 solicitações pendentes e espera receber ainda milhares mais.

Diante desta situação, três congressistas anunciaram hoje que vão propor uma legislação para que os cortes não aconteçam e os futuros solicitantes recebam as ajudas em sua totalidade.

Quase 3.000 pessoas morreram nos atentados de 11 de setembro de 2001, o pior ataque terrorista na história dos Estados Unidos.