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O governo do Reino Unido anunciou nesta quinta-feira que a oferta do grupo americano 21st Century Fox para comprar os 61% que ainda não possui do conglomerado de mídia britânico Sky Plc cumpre com as exigências do órgão regulador da concorrência no país.

O secretário de Estado para Cultura, Meios de Comunicação e Esportes do Reino Unido, Jeremy Wright, confirmou que a Fox, que é de propriedade do magnata australo-americano Rupert Murdoch, apresentou "compromissos" para dissipar as dúvidas que giravam em torno da operação, na qual também está interessada o grupo de TV a cabo americano Comcast.

O Executivo britânico rejeitou a oferta feita pela Fox sobre a Sky em dezembro por temer a criação de um monopólio no setor de meios de comunicação, pois Murdoch é proprietário de vários jornais no Reino Unido.

"Agora cabe aos acionistas da Sky decidir se aceitam a proposta da 21st Century Fox", declarou hoje Wright, que assumiu a pasta de Cultura, Meios de Comunicação e Esportes este mês, substituindo Jeremy Hunt.

Sua decisão chega depois que a Fox aumentou ontem sua oferta pela Sky. Hoje, a Comcast fez o mesmo, mas sua proposta de compra já contava com sinal verde da autoridade reguladora do Reino Unido.

A Comcast elevou hoje sua oferta pela Sky para 26 bilhões de libras esterlinas (US$ 34,3 bilhões), horas depois que a Fox ofereceu 24,5 bilhões de libras (US$ 32,3 bilhões) pelo grupo britânico.

Esta complexa operação faz parte de uma reestruturação da indústria que inclui a disputa entre Comcast e Walt Disney pela própria Fox, e a aquisição da Time Warner por parte do grupo AT&T.

Fox e Disney estão há algum tempo negociando nos Estados Unidos a venda de alguns dos ativos da primeira para a segunda. No entanto, a Comcast também tem interesse em adquirir a Fox e esta batalha poderia ter repercussões para a operação no Reino Unido, segundo advertiu o governo britânico.

Em junho, o governo britânico revelou que a americana Disney se ofereceu para operar o canal de notícias britânico "Sky News" durante 15 anos se prosperasse a oferta da 21st Century Fox pelo grupo Sky, o que cumpriria com a exigência do órgão regulador de concorrência de separar o canal.