EFEBuenos Aires

Os preços ao consumidor na Argentina registraram em abril um aumento de 4,1% em comparação com março, e uma subida de 46,3% em relação a um ano atrás, informou nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatistica e Censos (Indec).

A inflação acumulada nos primeiros quatro meses do ano foi de 17,6%. O governo argentino projetou para este ano um aumento de 29% nos preços.

Os preços ao consumidor acumularam no ano passado uma alta de 36,1%, registrando uma desaceleração em relação aos 53,8% verificados em 2019.

O aumento dos preços em abril revelou uma leve desaceleração em relação a março, quando a inflação foi de 4,8%, a taxa mais alta desde setembro de 2019.

De acordo com o relatório oficial divulgado, os produtos tiveram no mês passado uma alta de 4,7% em comparação com o mês anterior, enquanto os serviços subiram 2,5%, dados que chegam a 54% e 30,4%, respectivamente, em relação ao ano passado.

Entre as altas de abril se destacam a de peças de roupa e calçados (6% em relação a março), seguida pela do transporte (5,7%), mas o setor de alimentos e bebidas não alcóolicas, com uma subida de 4,3%, é a de maior incidência no índice geral. Os segmentos que apresentaram os menores aumentos em abril foram os de lazer e cultura (1,5%) e comunicação (0,5%).

Por regiões, a taxa de inflação mais alta, de 4,8%, foi registrada na Patagônia, seguida por Cuyo, com 4,2%.

A alta inflação na Argentina ocorre em um contexto de recessão econômica que já dura três anos e se aprofundou em 2020, devido à pandemia de covid-19.

As últimas projeções privadas recebidas mensalmente pelo Banco Central calculam uma inflação de 47,3% neste ano e de 39,6% em 2022. De acordo com essas previsões, a inflação será de 3,2% em maio e de 3% em junho.