EFETóquio

O governo do Japão aprovou nesta terça-feira um novo pacote de estímulo econômico de 73,6 trilhões de ienes (R$ 3,6 trilhões), para ajudar a aliviar o impacto da pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

O valor será utilizado em diversas frentes, como na extensão dos programas de subvenção ao turismo e de estímulo ao consumo em restaurantes, além de ajuda para empresas conseguirem manter os funcionários. Além disso, haverá destinação para o compromisso com a sustentabilidade, com a redução da emissão de carbono até 2050.

Os fundos virão de um terceiro orçamento suplementar para o atual ano fiscal japonês (que termina em 31 de março de 2021) e dos orçamentos para o próximo ano fiscal, que deverão ser aprovados até o fim de dezembro.

"Manteremos o emprego, manteremos as empresas funcionando, reativaremos a economia e abriremos caminho para o crescimento, inclusive através de tecnologias sustentáveis e da informatização", afirmou hoje o primeiro-ministro do país, Yoshihide Suga, segundo a agência de notícias "Kyodo".

Suga adiantou os planos para novas medidas de estímulo durante uma entrevista coletiva concedida na última sexta-feira, na conclusão de uma sessão parlamentar ordinária, em que anunciou uma prorrogação dos empréstimos sem juros até a primeira metade de 2021 ou ajuda financeira para famílias monoparentais.

O pacote econômico aprovado hoje é o primeiro no Japão sob a liderança do atual primeiro-ministro, que assumiu no meio de setembro, após a renúncia de Shinzo Abe.

Anteriormente, o Parlamento do país já havia aprovado dois orçamentos suplementares de 57,6 trilhões de ienes (R$ 2,8 trilhões), para financiar medidas de estímulo econômico diante da pandemia da Covid-19.