EFESantiago (Chile)

A companhia aérea Latam apresentou nesta quarta-feira sua estratégia de sustentabilidade com a qual pretende compensar 50% das emissões domésticas em 2030 e ser neutra em carbono em 2050.

O grupo anunciou que trabalhará na redução de suas emissões incorporando combustíveis sustentáveis e novas tecnologias de aviação. Em paralelo, intervirá em ecossistemas importantes da América do Sul, como a Amazônia, o Chaco, os Llanos del Orinoco e a Mata Atlântica, entre outros.

"Hoje não é suficiente fazer o que sempre fizemos. Como grupo, temos a responsabilidade de ir mais longe na busca de soluções coletivas. Queremos ser um ator que promove o desenvolvimento social, ambiental e econômico na região", declarou o CEO da Latam, Roberto Alvo, em entrevista coletiva.

A empresa também busca gerar zero resíduos em aterros sanitários até 2027. Para isso, informou que os plásticos de uso único serão eliminados até 2023 e o programa de reciclagem a bordo será expandido em todas as rotas domésticas. Também será implementado um programa de reciclagem uniforme em todos os países e um plano para substituir os materiais a bordo por elementos compostáveis, recicláveis ou certificados.

"Estamos enfrentando um momento crítico na história da humanidade, com uma grave crise climática e uma pandemia que mudou nossa sociedade", destacou o executivo.

A incerteza econômica global gerada pela Covid-19 e as restrições de viagem impostas por vários países sufocaram gradualmente a Latam, que terminou 2020 com uma queda de 58,4% nas receitas e uma perda líquida de US$ 4,5 bilhões.

Em maio do ano passado, a empresa pediu falência nos Estados Unidos para reestruturar seu passivo financeiro e administrar sua frota. Antes da crise sanitária, a companhia aérea operava cerca de 1,4 mil voos diários para 145 destinos em 26 países e possuí 332 aeronaves.