Cidade do México, 12 jan (EFE). O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, pediu neste sábado o apoio da população para continuar a luta contra o roubo de combustível e disse que "pouco a pouco" será normalizado o abastecimento de gasolina na Cidade do México e em outros dez estado do país.

Para evitar o roubo de gasolina, López Obrador implementou uma mudança no modelo de fornecimento da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), que a levou a fechar dutos e transportar o hidrocarboneto em caminhões.

A modificação provocou problemas de abastecimento, além do fechamento de postos de gasolina e da formação de filas gigantescas para comprar combustível que só fizeram aumentar nos últimos três dias.

"Pouco a pouco a situação irá se normalizando. Eu lhes peço que não entremos em pânico, com compras precipitadas. Se têm combustível, não se preocupem, a gasolina não vai acabar, administrem o que têm", disse o presidente mexicano em mensagem de vídeo postada nas redes sociais.

"Não consumam mais que o necessário para que desta forma possamos regularizar o abastecimento na Cidade do México e em todo o país. Vamos resolver este problema", acrescentou.

Além disso, assegurou que o México conta com gasolina e diesel para todo o país e que há reservas suficientes, "mas é preciso mudar o sistema de distribuição e controlar os dutos".

"Não queremos que se siga mantendo este 'mercado negro' que prejudica a nação e não vamos nos dar por vencidos. Sabemos que há ações de sabotagem", destacou López Obrador.

Por outro lado, o presidente mexicano qualificou como falsa uma informação publicada ontem pelo "The Wall Street Journal" que afirmava que o México estava comprando menos combustível dos Estados Unidos nos últimos meses.

"Infelizmente não, estamos comprando mais e o desabastecimento se deve ao combate ao 'huachicoleo' (roubo de combustível), mas parece que esse jornal não fez uma investigação abrangente", criticou.

Até o momento, as autoridades mexicanas ainda não determinaram quando se restabelecerá o abastecimento de combustível ao ritmo prévio a esta crise nem o funcionamento normal dos postos de gasolina do país.

No entanto, membros do governo mexicano se mostraram dispostos a que o fechamento de dutos continue o tempo que for necessário até que se controle o "huachicoleo", que provoca ao Estado perdas de 60 bilhões de pesos (US$ 3 bilhões) ao ano.