EFENova York

O empresário, político e filantropo americano Michael Bloomberg anunciou nesta segunda-feira que doará US$ 5,5 milhões para a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), iniciativa que pelo segundo ano consecutivo tenta compensar o corte da verba feito pelo governo dos Estados Unidos à organização.

O ex-prefeito de Nova York e enviado especial para a ação climática da ONU já tinha doado US$ 4,5 milhões no ano passado para a mesma finalidade, o que eleva seu apoio à UNFCCC a US$ 10 milhões em dois anos, de acordo com a Bloomberg Philanthropies.

"Os Estados Unidos prometeram cumprir as metas delineadas no Acordo de Paris e, se o governo federal não faz sua parte no acordo, então os americanos devem fazer", afirmou Bloomberg na nota, na qual promete continuar destinando verba à ONU para que os Estados Unidos cumpram o seu "compromisso financeiro".

O governo do ex-presidente Barack Obama se comprometeu a contribuir com US$ 15 milhões entre 2018 e 2019, mas no ano passado, já na gestão de Donald Trump, destinou apenas US$ 2,5 milhões e deve repassar o mesmo valor este ano, de acordo com a organização.

Bloomberg prometeu em junho de 2017 diminuir a "lacuna significativa" deixada pelo descumprimento do atual governo com os compromissos feitos no Acordo de Paris, e "disponibilizará fundos adicionais caso o governo dos Estados Unidos não consiga mais pagar sua parcela do orçamento climático da ONU em 2020".

"Enquanto prefeitos, governadores, empresários e cidadãos comuns do país trabalham para garantir que cumpramos nossas metas climáticas, nossa fundação cobrirá novamente a diferença no financiamento federal para as Nações Unidas. Juntos, enviamos uma mensagem alta e clara: independentemente do que acontece em Washington, estamos nessa briga com você", disse ele no comunicado.

No mesmo texto, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu ações urgentes para conter "os efeitos da mudança climática já aparentes e que se aceleram", e agradeceu o trabalho de Bloomberg na Cúpula da Ação Climática prevista para acontecer em setembro, em Nova York.

A secretária executiva da UNFCCC, Patricia Espinosa, também comemorou a contribuição, que cobrirá custos básicos de operações na sede do grupo em Bonn, na Alemanha, e fortalecerá os esforços para promover ações em cidades, empresas e sociedade civil, de acordo com a nota.